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As intenções do coração: o que Jesus nos ensina em Mateus 5:22

No Sermão do Monte, Jesus nos ensina que Deus não olha apenas para aquilo que fazemos exteriormente, mas também para aquilo que existe dentro de nós. As intenções do coração revelam muito sobre nossas palavras, atitudes, pensamentos e sentimentos.

Em Mateus 5:22, Jesus aprofunda o entendimento da Lei ao mostrar que o pecado não deve ser combatido apenas quando chega à sua manifestação exterior. É necessário olhar para a sua origem: o coração.

Jesus foi além dos atos visíveis

Jesus veio para cumprir o que estava escrito na Lei e nos Profetas. No Sermão do Monte, porém, Ele apresentou aos seus ouvintes uma compreensão mais profunda dos mandamentos.

Cristo não estava simplesmente anulando aquilo que havia sido ensinado anteriormente. Ele estava mostrando que a obediência a Deus envolve muito mais do que evitar determinadas ações.

Na Lei, o assassinato era condenado. Jesus, entretanto, mostrou que existe uma raiz que pode conduzir alguém até esse extremo: a ira, o desprezo e a hostilidade alimentados contra o próximo.

Por isso, Ele disse:

“Qualquer que se irar contra seu irmão será réu de juízo.”
Mateus 5:22

Jesus chama a atenção para aquilo que acontece antes do ato exterior. Antes de uma agressão ou de uma atitude extrema, podem existir sentimentos, pensamentos e palavras que foram sendo alimentados no coração.

A ira e as palavras também revelam o coração

Ao falar sobre chamar o irmão de “Raca” ou de “louco”, Jesus demonstra a gravidade do desprezo e da ofensa.

As palavras podem parecer pequenas diante de uma agressão física, mas elas revelam aquilo que está sendo cultivado interiormente.

Uma palavra ofensiva pode nascer da ira. A ira pode ser alimentada pelo ressentimento. O ressentimento pode crescer por meio de pensamentos repetitivos e, quando não é tratado, pode conduzir a atitudes cada vez mais graves.

Isso nos ensina uma verdade importante: o pecado precisa ser combatido desde a sua raiz.

Não devemos esperar que um pensamento ou sentimento errado se transforme em uma atitude para então perceber que precisamos lidar com ele.

O pecado começa sendo alimentado no coração

Nem todo pensamento significa que uma pessoa necessariamente praticará determinada ação. Pensamentos podem surgir involuntariamente, mas existe uma diferença entre um pensamento que surge e aquele que escolhemos alimentar.

Quando alimentamos constantemente a ira, a inveja, o ressentimento, a cobiça ou o desejo de fazer o mal, estamos permitindo que esses sentimentos ocupem espaço dentro de nós.

Por isso, precisamos observar aquilo que temos permitido permanecer em nossa mente e em nosso coração.

A Bíblia nos orienta:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”
Provérbios 4:23

Guardar o coração significa prestar atenção ao que estamos cultivando dentro de nós.

Jesus também falou sobre a cobiça

Mais adiante, em Mateus 5:28, Jesus trata do desejo impuro e mostra que o adultério não começa apenas quando o ato acontece.

Ele ensina que o olhar acompanhado de uma intenção de cobiça já revela um problema no interior da pessoa.

Isso segue o mesmo princípio apresentado anteriormente: Jesus não está preocupado somente com o comportamento exterior, mas também com a intenção que existe por trás dele.

O pecado pode começar como um desejo que passa a ser alimentado no coração.

Por isso, Cristo nos ensina a não tratar somente os frutos do pecado, mas a buscar sua raiz.

Precisamos cortar o mal pela raiz

As advertências de Jesus podem ser compreendidas como um chamado para combater o pecado desde o seu início.

Se existe ódio, não devemos esperar que ele se transforme em palavras ofensivas.

Se existe ressentimento, não devemos permitir que ele cresça.

Se existe cobiça, precisamos levá-la a Deus.

Se existe orgulho, precisamos reconhecer e tratar aquilo que está acontecendo dentro de nós.

A transformação que Jesus deseja não é apenas exterior. Ele deseja transformar nosso interior.

É por isso que precisamos examinar constantemente nossos pensamentos, sentimentos e intenções.

Qual é a intenção por trás daquilo que fazemos para Deus?

Essa reflexão também se aplica às coisas que fazemos para Cristo.

Podemos servir na igreja, ajudar alguém, publicar uma mensagem, cantar, pregar, contribuir ou realizar alguma boa obra. Mas precisamos perguntar:

Qual é a intenção do meu coração?

Estou fazendo isso para glorificar a Deus ou para receber elogios?

Estou servindo por amor a Cristo ou para ser reconhecida pelas pessoas?

Estou buscando agradar a Deus ou construir uma imagem de mim mesma diante dos outros?

Jesus também ensinou sobre isso no Sermão do Monte. Deus não observa apenas a obra que realizamos, mas conhece a intenção com que ela é feita.

Onde estão os pensamentos do seu coração?

Precisamos cuidar daquilo que ocupa nossa mente.

Onde nossos pensamentos têm permanecido?

No que agrada a Deus e está de acordo com a Sua Palavra?

Ou temos permitido que nossa mente seja dominada por pensamentos que alimentam aquilo que sabemos ser contrário à vontade de Deus?

Às vezes, podemos tentar fugir de uma realidade difícil criando um mundo dentro da nossa própria mente. Imaginar coisas não é, por si só, pecado. Porém, quando deliberadamente alimentamos pensamentos, desejos e fantasias que são contrários à Palavra de Deus, precisamos parar e examinar o que está acontecendo em nosso interior.

Aquilo que alimentamos na mente pode influenciar nossas emoções, nossas escolhas e nossas atitudes.

Por isso, a vida cristã também envolve aprender a levar nossos pensamentos a Deus.

Nossas palavras também podem deixar marcas

Precisamos considerar ainda o peso que nossas palavras possuem.

Uma palavra pode parecer insignificante para quem a pronuncia, mas pode causar profunda dor em quem a escuta.

Ofensas, humilhações, desprezo e palavras cruéis podem deixar marcas emocionais e contribuir para sofrimentos que permanecem por muito tempo.

Isso não significa que devemos viver com medo de falar ou que toda palavra difícil produzirá necessariamente um trauma. Significa que devemos reconhecer a responsabilidade que temos sobre aquilo que dizemos.

A Bíblia nos ensina a usar nossas palavras para edificar e não para destruir.

Por isso, antes de falar, também precisamos perguntar:

O que estou prestes a dizer revela o amor de Cristo ou revela aquilo que estou alimentando no meu coração?

Tudo tem consequências

Nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes podem produzir consequências.

Por isso, precisamos cuidar do coração antes que aquilo que está dentro de nós se transforme em palavras ou ações que tragam dor para nós mesmos ou para outras pessoas.

Jesus nos chama para uma vida de transformação verdadeira. Não basta parecer correto por fora enquanto o interior permanece distante de Deus.

O Senhor deseja alcançar o coração.

Examine hoje as intenções do seu coração

A reflexão de Mateus 5:22 nos convida a olhar para dentro e fazer uma avaliação sincera.

Como estão nossas intenções?

Existe ira que temos alimentado?

Existe alguém que temos desprezado?

Existe ressentimento que ainda não entregamos a Deus?

Existem pensamentos que precisamos abandonar?

Estamos fazendo as coisas para Deus por amor a Ele ou para receber reconhecimento das pessoas?

Que o Senhor nos ajude a guardar nosso coração, vigiar nossos pensamentos e submeter nossas intenções à Sua Palavra.

Que aquilo que fazemos, falamos e pensamos possa refletir cada vez mais o caráter de Cristo.

Que Deus transforme não apenas nossas atitudes, mas também o nosso coração.

“Se esta reflexão falou ao seu coração, compartilhe com alguém que também precisa refletir sobre seus pensamentos, sentimentos e intenções diante de Deus.”

A Inveja na Sagrada Escritura: A Inveja Apodrece os Ossos – Estudo


Provérbios 14:30 – Devocional: A Inveja e Suas Consequências

Neste devocional ‘a inveja apodrece os ossos estudo‘, abordamos o tema da inveja e suas graves consequências para o cristão. A inveja é um sentimento que acompanha a humanidade desde o princípio e que, quando não é vencido pelo Espírito Santo, pode gerar destruição, afastamento de Deus e sofrimento. A Bíblia nos alerta repetidas vezes sobre o perigo desse sentimento e nos ensina a buscar um coração puro e grato.

Os Apóstolos e A Inveja dos Saduceus

Tomados de inveja pela popularidade dos apóstolos e pelos milagres e curas realizados (que confirmavam a ressurreição de Jesus, algo que os saduceus negavam), o sumo sacerdote e seus partidários, que pertenciam à seita dos saduceus, levantaram-se contra os apóstolos.

“E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram da seita dos saduceus), encheram-se de inveja.” (Atos 5:17)

A Inveja na Sagrada Escritura: A Inveja Apodrece os Ossos – Estudo

Eles já haviam sido advertidos para não pregarem mais em nome de Jesus, mesmo assim permaneceram firmes, continuando a realizar a obra. Diante disso, os saduceus decidiram prender os apóstolos e os colocaram na cadeia pública, com o objetivo de reprimi-los e amedrontá-los.

No entanto, naquela mesma noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, libertou os apóstolos e ordenou que voltassem ao Templo para que continuassem pregando sobre a “nova vida” em Jesus.

A Inveja que Levou à Entrega de Jesus

Antes disso, em Mateus 27:18, a Palavra revela que Pilatos reconheceu a inveja do povo ao entregar Jesus para ser crucificado. Embora as profecias precisassem se cumprir, a Bíblia afirma com clareza que foi por inveja que o povo entregou Jesus. Assim, percebemos que esse sentimento destrutivo esteve presente até mesmo nos momentos mais decisivos da história da salvação.

Caim e Abel — O Primeiro Caso de Inveja

(Imagem Gerada por IA)

Já no livro de Gênesis, encontramos o primeiro caso de homicídio, resultado direto da inveja. Caim matou seu irmão Abel movido por esse sentimento.

“E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.” (Gênesis 4:5)

Em outras palavras, Caim se irritou porque Deus atentou para a oferta de Abel, mas não para a sua. Consequentemente, dominado pela inveja e pela ira, ele cometeu o primeiro assassinato da história. Desse modo, vemos como a inveja, quando não controlada, pode levar o ser humano a atitudes extremas e destrutivas.

A Inveja na Sagrada Escritura: A Inveja Apodrece os Ossos Estudo

Ao longo de toda a Palavra, há diversos exemplos e advertências sobre o tema. Neste ponto do nosso ‘a inveja apodrece os ossos’ estudo, vale destacar o texto clássico de Provérbios 14:30: “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja corrompe os ossos”.

Esses versículos mostram claramente que a inveja é um sentimento destrutivo, que corrói o coração e afasta o homem da presença de Deus.

Vigiando o Coração Contra a Cobiça

A Palavra de Deus nos orienta em todas as áreas da vida — tanto no que devemos fazer quanto no que não nos convém praticar. Por isso devemos vigiar, pois é natural do ser humano sentir inveja e cobiça, mas precisamos buscar a ajuda do Espírito Santo para vencer esses sentimentos. Muitas vezes, sem perceber, olhamos para algo e cobiçamos aquilo. Se você quer se aprofundar sobre como o Espírito Santo nos ajuda a dominar as carne, veja também este estudo sobre o Fruto do Espírito Santo.

Diferença Entre Admirar e Cobiçar

É importante ressaltar a diferença entre admirar e cobiçar. Admirar algo bonito, agradável aos olhos, não é pecado. O problema surge quando o coração deseja aquilo de forma errada — o pecado está na cobiça. Enquanto a cobiça foca no objeto desejado, a inveja foca na pessoa que o possui.

Consequências da Inveja no Corpo e na Alma

A inveja traz consequências sérias para a vida espiritual, emocional e até física. Ela corrói o coração, gera insatisfação e impede a pessoa de reconhecer as próprias bênçãos. Quem vive se comparando aos outros perde a paz e se distancia da gratidão. Além disso, a inveja destrói relacionamentos, gera contendas e nos afasta da presença de Deus.

Como aprendemos, esse sentimento adoece a alma e enfraquece a vida espiritual.

O Que Foi Preparado Para Um Não Serve Para o Outro

Quando olhamos para o que o outro possui — suas conquistas, dons ou bênçãos — corremos o risco de esquecer que cada pessoa caminha de forma única diante de Deus. Afinal, o que foi preparado para um não serve para o outro, pois o Senhor distribui tudo de acordo com Sua sabedoria e propósito. Portanto, é essencial compreender que cada um foi chamado para algo específico e que Deus age de maneira diferente na vida de cada um.

Vencendo a Inveja ao Buscar a Vontade de Deus

Por isso, buscar a vontade de Deus é o verdadeiro antídoto contra a inveja. Em vez de desejar o que pertence ao outro, o cristão aprende a valorizar e esperar o que o Senhor reservou especialmente para si. Para entender mais sobre a importância da Bíblia na orientação dos seus passos, confira também este recurso na Bíblia Online com diversas versões das Escrituras.

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Dessa forma, esse entendimento gera paz, contentamento e confiança, pois quem se submete à vontade divina compreende que o tempo e as bênçãos de Deus são sempre perfeitos. Quando o coração se volta para o Pai, a comparação perde força e dá lugar à gratidão.

A Maior Bênção de Todas

Quando o foco está em agradar ao Pai, o coração se liberta da inveja e aprende a se alegrar com as bênçãos na vida dos outros. Além disso, ao celebrar as vitórias do próximo, demonstramos maturidade espiritual. Consequentemente, abrimos espaço para que as bênçãos de Deus também alcancem a nossa vida.

Deus é o maior interessado em abençoar Seus filhos, mas cabe a cada um buscá-Lo com sinceridade e fé. E, acima de todas as bênçãos materiais ou temporais, está a maior de todas: a salvação. Que essa seja sempre a prioridade no coração. Amém.

Jeremias: Um Exemplo de Fidelidade e Coragem Mesmo em Tempos Difíceis


O profeta Jeremias é um exemplo de fidelidade e coragem, mesmo diante da oposição. Ele profetizou em uma época em que muitos anunciavam paz e segurança, mas Jeremias, movido pelo Espírito do Senhor, proclamava a verdade: o juízo viria, e o exílio seria inevitável.

Por causa disso, foi rejeitado, perseguido, espancado e lançado em uma cisterna. Ainda assim, permaneceu firme, sustentado pela presença de Deus, que nunca o abandonou.


Por vezes, em nossas vidas, passamos pelo mesmo que os profetas passaram: vivemos em um mundo que tem se afastado do Senhor e prefere ouvir o que agrada aos seus ouvidos, em vez de aceitar a verdade.


Aqueles que pregam e fazem o que Deus manda são muitas vezes considerados duros, sendo odiados e perseguidos. No entanto, devemos nos lembrar de que o Senhor, que nos chamou, é o mesmo que nos protege, assim como protegeu Jeremias.


Quando o Chamado Queima no Coração

Em um determinado momento, Jeremias fez um desabafo diante do Senhor, pois, sempre que falava o que o Senhor mandava, era intimidado, insultado e tramavam contra ele. Mas, no meio desse desabafo, ele também disse:

Então, eu disse: Eu não farei menção dele, nem falarei mais em seu nome, mas a sua palavra estava em meu coração como um fogo ardente trancado em meus ossos, e eu fiquei cansado de tanto me conter, eu não posso mais.


Assim é conosco: pensamos em desistir, em parar, em fazer diferente do que Deus manda. Cogitamos pregar de outra forma, diferente daquilo para o que o Senhor nos chamou. Mas então sentimos queimar dentro de nós algo que não conseguimos conter nem explicar, e entendemos que não há como fazer do nosso jeito — é do jeito que o Senhor nos chamou para fazer.


O Senhor Estava com Ele Como um Poderoso Guerreiro

Jeremias ouviu o povo maquinando o mal contra ele. Até mesmo seus amigos esperavam que ele tropeçasse e queriam se vingar dele. Mas ele sabia que o Senhor estava com ele como um poderoso guerreiro e que seus perseguidores não prevaleceriam; eles tropeçariam e seriam destruídos.

A perseguição e o desprezo, muitas vezes, vêm de perto, pois os de longe nem nos conhecem. Ainda assim, mesmo quando somos desprezados e ninguém dá nada por nós, o Senhor está conosco. Precisamos entender que, hoje, os nossos inimigos não são pessoas, como antigamente, mas nossa luta é contra principados e potestades, forças espirituais que se levantam contra a vontade de Deus em nossas vidas, e lutam para nos destruir.


Muitas vezes, o adversário das nossas almas usa, sim, pessoas, pois encontra nelas uma legalidade. Através disso, lança coisas para nos atingir, entristecer e afrontar. Mas continuamos olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, pois é Ele quem nos sustenta e nos fortalece.


Em Meio às Guerras, Devemos Também Cuidar das Nossas Emoções.

Jeremias, diante de tudo o que estava enfrentando, amaldiçoou o dia em que nasceu, assim como fez também Jó. Precisamos ter cuidado com o que falamos quando estamos cansados da batalha, pois, muitas vezes, lançamos palavras em momentos de tristeza, dor, dificuldade e frustração que não deveriam ser ditas.

O Senhor Põe à Prova o Justo e Vê os Pensamentos e o Coração

Nesses momentos, o Senhor prova a nossa fé e confiança, e essas provações não são em vão. Em Romanos 5:3-4, encontramos uma passagem que diz: “sabendo que a tribulação produz paciência, a paciência produz experiência, e a experiência gera esperança.”


Ele é Quem Sabe os Pensamentos que Tem Sobre Nós

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11)

Mesmo diante dos ventos contrários e das situações desafiadoras, é necessário permanecer firme, lutando contra a desesperança e a incredulidade que tentam nos fazer desistir. O Senhor é como um poderoso guerreiro; é Ele quem luta por nós e nos concederá a vitória sobre os nossos inimigos. Por isso, é essencial continuar firmes, cumprindo fielmente o propósito para o qual o Senhor nos chamou.


Fidelidade em Meio às Lutas

Jeremias, mesmo passando por toda a perseguição, continuava profetizando conforme o Senhor mandava. Às vezes, podemos pensar: “Ah, mas é injusto! Por que temos que sofrer tanto, enquanto com outros não acontece nada?”

Mas o nosso foco não pode estar nas coisas terrenas. “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.”(Romanos 8:18) Nosso foco deve estar na eternidade, e não nesta terra, onde tudo é passageiro.


Bom Ânimo em Meio às Aflições: Deus que Está Conosco

Jesus disse que teríamos aflições, mas para termos bom ânimo, porque Ele venceu o mundo. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Por isso, podemos olhar para Jesus com fé e caminhar por esse caminho, certos de que também venceremos.


Assim como Jeremias, aqueles que permanecem fiéis ao Senhor, fazendo o que foram chamados para fazer, enfrentarão resistência. Desde o início, o Senhor animou Jeremias, dizendo: “Eles lutarão contra você, mas não o vencerão, pois Eu estou com você e o protegerei”, diz o Senhor ( Jeremias 1:9). Deus continua sendo o mesmo e, assim como foi com Jeremias, também é conosco.

Anima-te! Nenhuma luta é em vão. Cumpramos com alegria o chamado que o Senhor nos deu, pois Ele tem consigo o nosso galardão. Amém.

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Josué e Calebe: Como Vencer os Gigantes e Alcançar a Promessa


"Silhueta de Josué e Calebe no topo de uma colina observando a exuberante Terra Prometida ao amanhecer, simbolizando fé e confiança."
Devocional com base no livro de Números capítulos 13 e 14

Muitas vezes, entre a promessa de Deus e o cumprimento, surgem desafios que provam nossa fé. No livro de Números, capítulos 13 e 14, encontramos um fato que ilustra muito bem essa verdade.

Depois da libertação do povo do Egito, quando já estavam no deserto, Deus ordenou a Moisés que enviasse homens para espiar a terra de Canaã, um de cada tribo, sendo cada qual príncipe entre eles. Ao cabo de quarenta dias, voltaram e falaram diante de Moisés e de toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra que eles haviam trazido.

Ilustração bíblica de dois homens carregando um enorme cacho de uvas em uma vara, simbolizando a fertilidade da terra.
A incredulidade dos espias atinge todo o povo e gera murmuração

No entanto, dez dos espias, embora tenham reconhecido que a terra era realmente muito boa, deixaram-se dominar pelo medo. Concentraram-se nos gigantes que habitavam ali e no poder dos povos daquela região, dizendo que, diante deles, pareciam gafanhotos — pequenos e incapazes de conquistar a terra. Assim, espalharam entre o povo um relatório negativo que gerou murmuração, incredulidade e rebeldia contra Deus e Moisés.

A Exortação de Josué e Calebe: Um Posicionamento de Fé

Por outro lado, Josué e Calebe demonstraram fé e confiança na promessa de Deus. Eles reconheceram que a terra era boa e fértil, “que mana leite e mel”, e acreditaram que, com o auxílio do Senhor, o povo seria capaz de conquistá-la. Se o Senhor Se agradasse deles, os faria entrar nela. Nesse sentido, exortaram o povo a não ser rebelde e a não temer os habitantes daquela terra.

Mas, mesmo depois de Josué e Calebe afirmarem que poderiam vencer, porque o Senhor seria com eles, o povo deu ouvidos aos dez espias incrédulos e não apenas murmurou contra Deus, mas também quis apedrejar Moisés, Arão, Josué e Calebe. Só não o fizeram porque a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação diante de todo o Israel e o Senhor falou com Moisés.

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Estudo de 2 Reis 7: Como Deus Traz Provisão no Tempo Improvável

Então disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, quase a este tempo, haverá uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samaria.(2 Reis 7:1)

Havia grande fome na cidade

Samaria, capital do reino de Israel, estava sitiada pelo exército da Síria. O cerco foi tão severo que houve uma grande fome na cidade — nada entrava nem saía, e o povo sofria terrivelmente.

Deus fala através do profeta

Quando o profeta Eliseu entregou o recado ao povo, que no dia seguinte, haveria abundância de alimentos e os preços cairiam drasticamente, havia na cidade um homem em cuja mão o rei se apoiava. Ele respondeu ao homem de Deus e disse: “Eis que, ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia isso acontecer?” E Eliseu respondeu: “Eis que o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.” (2 Reis 7:2)

Os leprosos no acampamento

Quatro homens leprosos que estavam às portas da cidade decidiram ir ao acampamento dos sírios. Disseram entre si: “Vamos, pois, agora, e passemos para o arraial dos sírios; se nos deixarem viver, viveremos, e se nos matarem, tão somente morreremos.” (2 Reis 7:4)

Deus trabalha de maneira que não podemos explicar

Nessa passagem, não está relatado que Deus mandou que eles fossem até o arraial, nem que dali viria a providência, através daqueles homens.
Mas podemos entender que foi o Senhor quem os impulsionou a ir. A Palavra diz que eles se levantaram ao crepúsculo e foram ao arraial…

A Palavra continua dizendo que, ao crepúsculo, os sírios se levantaram e fugiram, pois Deus os fez ouvir um ruído como o de um grande exército.

A provisão de Deus

Ao mesmo tempo em que os quatro homens se levantaram e foram ao acampamento, os sírios se levantaram e fugiram. Enquanto Deus impulsionava aqueles homens a irem até lá, também fazia com que os sírios fugissem, pois já havia dito que enviaria a provisão no dia seguinte, por volta do mesmo horário em que o servo do Senhor havia falado no dia anterior.

Do lugar improvável, Deus envia a provisão.

Do mesmo lugar onde Deus permitiu que viesse a fome, Ele mudou o quadro e enviou a provisão.
A fome veio porque os sírios estavam acampados do lado de fora da cidade, e nada entrava nem saía e a provisão veio do próprio acampamento deles, pois o Senhor fez com que fugissem, e eles tomados de medo, deixaram para trás tendas, cavalos, alimentos e riquezas.

Compartilhando as boas novas

Chegando, pois, os leprosos no acampamento, entraram nas tendas, comeram, beberam, pegaram para si prata, ouro e roupas, e foram e os esconderam. Depois, disseram uns aos outros: “Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos. Se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; por isso, agora vamos e o anunciaremos à casa do rei.” (2 Reis 7:9)

A provisão é anunciada na cidade

Eles foram aos portões da cidade e anunciaram aos porteiros o que havia acontecido. Estes, por sua vez, foram e contaram ao rei, que, a princípio, pensou tratar-se de uma armadilha dos sírios. No entanto, por orientação de seus servos, enviou homens para averiguar se aquilo era verdade, e eles viram que o arraial estava vazio.

Cumprimento da palavra de Deus anunciada pelo profeta

Então o povo saiu e saqueou o arraial dos sírios; e havia uma medida de farinha por um siclo e duas medidas de cevada por um siclo, conforme a palavra do Senhor.

E pusera o rei à porta o senhor em cuja mão se encostava; e o povo o atropelou na porta, e morreu, como falara Eliseu, que ele veria a providência mas não comeria.

Crer sem duvidar

Diante daquele cenário, em que ninguém podia entrar nem sair da cidade, aquele homem duvidou do que o profeta havia dito, no pensamento dele só seria possível haver provisão ali se Deus fizesse janelas no céu.

Mas quando Deus promete, não precisamos saber de onde virá; só precisamos crer, pois Ele sabe como trabalhar. A provisão não entrou diretamente na cidade, mas o povo saiu e a buscou.

As coisas não acontecem como imaginamos

Quando Deus promete enviar a provisão, nós olhamos para as possibilidades ao nosso redor, para as pessoas que no nosso pensamento Deus poderia usar (às vezes porque elas tem condição) mas é ai que nos enganamos.

Deus não está preso às nossas limitações

O Senhor sempre nos surpreende, e de onde menos esperamos Ele envia a provisão, usando pessoas que nunca imaginaríamos e criando situações que jamais passaram pela nossa mente.

Deus promete e é fiel para cumprir — do jeito e na hora d’Ele.
E nós não podemos duvidar, como fez aquele servo do rei, pois ele viu a providência, mas não participou dela.
Nós vivemos por fé e não por vista, o Senhor não se agrada da dúvida em nosso coração.

A fé que agrada a Deus

Em Hebreus 11:6 vemos a seguinte passagem: Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.

E em Tiago 1:6 (em um contexto sobre pedir sabedoria) ele fala sobre a importância de pedir com fé e não duvidar: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.”

Então, quando pedir, peça crendo que o Senhor responde.
Diante daquilo que o Senhor já te prometeu, independentemente do cenário à sua frente, tão somente creia, pois Ele tem poder para mudar o quadro, reverter a situação e cumprir tudo o que prometeu.

A provisão sobrenatural de Deus

O devocional de hoje é baseado na passagem de 1 Reis 17
O ribeiro de Querite

Elias, logo após declarar a Acabe que não choveria pelos próximos anos, exceto mediante a sua palavra, recebeu do Senhor uma direção para se esconder perto do ribeiro de Querite. Ali, o Senhor ordenou que os corvos o sustentassem.

Provisão sobrenatural de Deus

Os corvos traziam pão e carne, e Elias bebia da água do ribeiro. Porém, por causa da falta de chuva, o ribeiro secou, e Elias precisou sair dali. Então, ele recebeu uma nova direção do Senhor para ir até Sarepta, pois ali Deus já havia ordenado que uma viúva o sustentasse.

Seguindo uma nova direção

Elias seguiu a instrução do Senhor e foi, pois a provisão que antes o Senhor havia provido já havia cessado. Porém, ao chegar lá, ele não encontrou nada pronto; pelo contrário, a viúva estava em situação de escassez e tinha apenas um punhado de farinha em uma panela e um pouco de azeite em uma botija. Ela lhe disse que faria um bolo para si e para o filho; comeriam e depois morreriam, pois não tinham mais recursos.

Confiar independente do cenário

Porém, Elias, diante disso, não questionou a Deus o motivo de tê-lo enviado ali, pois aquela mulher não tinha os recursos necessários nem para a própria casa. Mas ele creu na palavra do Senhor e disse à mulher: “Não temas; vai e faze conforme a tua palavra. Contudo, faze primeiro para mim um pequeno bolo e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti e para teu filho.”

“Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra.
E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeram ela, ele e a sua casa por muitos dias.” (1 Reis 17:13-14)

Aprendendo com a Palavra (Aplicação)

Elias obedeceu à direção que Deus lhe deu. Quando o Senhor nos dá uma direção, devemos apenas confiar e seguir, mesmo que, ao chegarmos, não encontremos nada pronto, um cenário perfeito, como imaginamos. Ainda assim, devemos confiar na palavra que o Senhor liberou sobre a nossa vida, pois Ele proverá.

É Deus quem convence

Deus disse a Elias que já havia ordenado à viúva que o alimentasse. Quando ele lhe falou, ela deu ouvidos, mesmo diante da escassez foi e preparou o alimento para o profeta, pois quem a convenceu foi Deus.

Quando Deus nos manda ir, Ele mesmo é quem convencerá e trabalhará no coração dos outros a nosso favor.
E a provisão que Ele nos envia vai servir não somente para nós, mas também para os outros, para que o nome do Senhor seja glorificado.

Provisão sobrenatural

Quando Deus enviou Elias à casa da viúva em Sarepta, Ele não estava apenas cuidando do profeta, mas também da viúva. A obediência de Elias em seguir a direção de Deus e a fé da viúva em acolhê-lo trouxe sobre eles uma provisão sobrenatural durante aquele período de escassez.

Durante todo o tempo de seca e fome, o azeite e a farinha não faltaram. A Palavra do Senhor é que aquela provisão sobrenatural duraria até que voltasse a chover novamente.

Provisão para um determinado período

Assim como Elias bebeu do ribeiro até ele secar e após isso ele recebeu uma nova direção de Deus, aquela provisão também era por um período determinado. Isso nos ensina sobre ciclos que se encerram.

Às vezes, Deus abre portas para nós que são apenas para determinados períodos; passado esse tempo, Ele nos dará uma nova direção, aquele ciclo vai encerrar e comecarão outros. E aí temos que ter a fé de Elias que não ficou apegado ao ribeiro, murmurando contra o Senhor por ter encerrado aquela provisão, mas simplesmente ouviu a voz de Deus e seguiu a nova instrução.

Descansando no cuidado do Senhor

Quando uma porta se fecha — aqui falando especificamente de trabalho — temos medo de como será lá na frente, pois aquela era nossa fonte de renda. Mas, quando nos movemos por obediência, podemos descansar no cuidado do Senhor.

Por isso, você que está lendo esta mensagem, antes de tomar qualquer decisão, busque primeiro a direção de Deus. Não se mova pela sua própria vontade. E, se porventura, Deus pediu algo que está te causando medo de agir, mas você tem plena certeza de que é direção d’Ele, siga, confie — o Senhor cuida de quem vive em obediência.

Nossa confiança deve está firmada no Senhor e não na provisão.

Assim como Deus cuidou de Elias e da casa daquela mulher, ele cuida também de nós. E quando não temos mais recursos Ele envia a provisão sobrenatural, mas a nossa confiança deve está sempre firmada n’Ele e não na provisão. O centro da nossa vida tem que ser o Senhor e não aquilo que Ele pode fazer, devemos buscar primeiro o reino pois as demais coisas Ele acrescenta, Ele conhece nossas necessidades e cuida de nós nos mínimos detalhes.

Você que leu até aqui e foi abençoado por esta palavra, deixe seu comentário e compartilhe conosco seu testemunho, que certamente edificará outras vidas.

Que o Senhor te abençoe!

Como Viver as Promessas de Deus: Lições da História de Jeroboão

Não se esqueça das promessas no meio das provações

Devocional no livro de 1 Reis 11:37 e 1 Reis 12:26

No devocional de hoje vamos aprender o que precisamos para viver as promessas de Deus nas nossas vidas. Comportamentos que nos impulsionam e os que nos impedem de viver a totalidade das promessas.

Leia até o final e seja edificado.

A promessa de Deus a Jeroboão

Jeroboão era um homem forte e valente. Vendo Salomão que esse jovem era laborioso, colocou-o sobre todo o encargo da casa de José (1 Reis 11:28). Deus escolheu esse homem e lhe fez uma promessa por meio de seu servo, o profeta Aías, dizendo:

“E te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel.
E há de ser que, se ouvires tudo o que eu te mandar, e andares pelos meus caminhos, e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa firme, como edifiquei a Davi, e te darei Israel.”(1 Reis 11:37)

Quando Salomão soube disso, procurou matar Jeroboão, que fugiu para o Egito e permaneceu lá até a morte de Salomão.

O reinado de Roboão filho de salomão

Após a morte do rei Salomão, Roboão, seu filho se tornou o novo rei, e o povo foi até ele pedir que aliviasse o “jugo pesado” — a carga de trabalho e os impostos — que seu pai havia colocado sobre eles. Porém, Roboão rejeitou o conselho dos mais velhos e seguiu o conselho de seus amigos mais jovens, que o incentivaram a ser ainda mais severo e a aumentar as cargas do povo.

Sua resposta arrogante, resultou na revolta imediata das dez tribos do norte de Israel, que o rejeitaram como rei. Ficando ele somente com duas tribos (porque o Senhor por amor a Davi prometeu que ele sempre teria um descendente que reinaria). E as outras dez tribos ficaram sob o reinado de Jeroboão (servo de Salomão).

Jeroboão retorna do Egito
Após a morte de Salomão, Jeroboão retornou e, vendo o povo que Roboão não lhes deu ouvidos, decidiram então fazer de Jeroboão rei sobre as dez tribos de Israel, cumprindo assim a palavra do Senhor acerca da divisão do reino e a promessa que fez a Jeroboão.

Jeroboão, agora rei sobre a maioria das tribos, viu-se diante de um cenário que o levou a temer.

E disse Jeroboão no seu coração:
Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do Senhor, em Jerusalém, (onde ficava o templo e onde o rei Roboão reinava) o coração deste povo se tornará ao seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão, e tornarão a Roboão, rei de Judá.” (1 Reis 12:26-27)

Esquecendo da promessa no meio da provação

Jeroboão tinha de Deus uma promessa, de que se ele guardasse os mandamentos do Senhor Deus seria com a casa dele como foi com a casa de Davi, mas, diante da dificuldade que encontrou, esqueceu-se dela. Se esqueceu que foi Deus que havia levantado ele como rei, e teve medo do povo voltar-se para Roboão e destituí-lo do cargo que o Senhor o havia colocado.

Jeroboão pecou contra o Senhor

Por causa disso ele não apenas pecou terrivelmente contra o Senhor, como também levou todo o Israel a pecar de tal maneira que, mesmo após sua morte, o povo continuava nos mesmos pecados. Em várias passagens encontramos a expressão: “porque seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.”

A transgressão de Jeroboão

Ele fez dois bezerros de ouro e disse: “Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.”
E este feito se tornou em pecado, pois o povo ia até Dã para adorar o bezerro.
Também fez casas nos altos e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi.(1 Reis 12:28-31)

Aprendendo com a Palavra (Aplicação)

Assim como Jeroboão, nós também temos a tendência de nos esquecermos do que Deus nos prometeu lá no início.
Quando recebemos as promessas, elas não se cumprem de imediato e, até o tempo do cumprimento, encontramos dificuldades pelo caminho. Muitas vezes, o cenário é completamente contrário ao que Deus nos prometeu.

Quem promete tem Poder para cumprir

Às vezes, nos vemos sem recursos, sem capacitação e sem condições de alcançar o que Deus nos prometeu. Mas não podemos nos esquecer de que, quando o Senhor nos faz uma promessa, não é confiando no que temos, e sim no poder d’Ele. A nós cabe confiar no Senhor, manter um posicionamento de fé diante das promessas e viver uma vida de retidão que O agrade.

Foi o Senhor quem prometeu levantar Jeroboão como rei, mas, diante daquela situação, ele teve medo do povo e se esqueceu da promessa e de quem a havia feito.

Comportamentos que nos impedem de viver o cumprimento das promessas.

  • Quando colocamos a mão e fazemos as coisas do nosso “jeitinho”, porque achamos que não tem outro jeito para a promessa se cumprir — assim como fez Sara.
  • Quando achamos que a promessa está demorando e quebramos princípios para conseguir o que queremos — assim como fez Saul.
  • Quando olhamos para o cenário nos deixamos levar pelo medo e tomamos decisões contrárias aos mandamentos do Senhor — assim como fez Jeroboão.

Encontramos na Bíblia vários outros exemplos de pessoas que tiveram consequências por causa da desobediência. Em contrapartida encontramos também outros que obedeceram ao Senhor e foram abençoados.

A obediência é a chave

Davi foi obediente ao Senhor; mesmo quando pecou, voltou-se ao Senhor em arrependimento. Deus lhe fez uma promessa de que edificaria a sua casa, que nunca faltaria a Davi quem se assentasse sobre o trono, e essa promessa culminou em Cristo, que nasceu da descendência de Davi.

Jesus nosso maior exemplo de obediência

E Jesus acima de todos é o nosso maior exemplo de obediência …”Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João .6:38) e …”Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”(João 4:34)

Ele veio a esta terra em carne, sentiu fome, sede, chorou e sentiu dor, assim como eu e você também sentimos. Sofreu por nós, padeceu pelos nosso pecados, morreu mas ao terceiro dia ressucitou e vive e reina para sempre.

Em Filipenses 2:8 está escrito: “…sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo nome.”

Jeroboão perdeu as bençãos

Jeroboão tinha uma promessa condicionada: (“E há de ser que, se ouvires tudo o que eu te mandar…”) (“…te edificarei uma casa firme, como edifiquei a Davi.”) Mas Jeroboão não teve sua descendência firmada, pois, assim que assumiu o trono, desobedeceu aos mandamentos do Senhor.

Comportamentos que nos impulsionam para viver a totalidade das promessas.

  • Olhar para Jesus, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2). Nosso exemplo de obediência ao Pai.
  • Escolher a Deus como Senhor como fez Rute, que teve sua história mudada de tal maneira que entrou para a linhagem genealógica de Cristo (Rute 1:16)
  • Ter um coração voltado para o Senhor como o rei Davi, que embora tenha pecado, se voltou para Deus com arrependimento sincero e suplicou pela misericórdia(Salmos 51)
  • Diante das dificuldades, precisamos trazer à memória o que nos dá esperança (Lamentações 3:21,26).
  • Alimentar a nossa fé por meio da Palavra (Romanos 10:17)

A Bíblia é o nosso manual e nela encontramos tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada ao senhor.

Aprendemos com a Palavra a viver uma vida de oração, jejum, renúncia e santificação. Assim, estaremos sensíveis para ouvir a voz do Senhor, que nos direciona em cada passo.


Seja naqueles momentos em que devemos somente esperar em oração (nunca abaixando a guarda, e usando as armas espirituais que o Senhor nos deu)

Ou nos momentos em que precisamos agir e dar passos de fé em direção ao que o Senhor nos prometeu.

Nossa maior promessa

Essa conduta nos prepara não apenas para receber o que Ele tem para nós neste presente século,
e cumprir os propósitos d’Ele através das nossas vidas, mas, acima de tudo, está nos preparando para a maior de todas as promessas: morar com Ele na glória eternamente.

(Mateus 24:13; Apocalipse 21:7)
“Quem vencer herdará todas as coisas, e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.”

Que o Senhor te abençoe, te fortaleça e te direcione em cada passo dessa caminhada.